Robô Selvagem é um lançamento de 2017 da editora Intrínseca do escritor Peter Brown.

Sobre o Livro

Tudo se inicia com um náufrago, uma forte tempestade faz com que um navio venha a afundar e sua carga eram robôs, todos encaixotados. A maioria das caixas afundaram junto ao navio, porém cinco delas, ficaram à deriva no mar, as ondas violetas levaram elas ao encontro de rochas na praia de uma ilha, quatro caixotes se quebraram e os robôs que repousavam em seus interiores também tiveram o mesmo fim.

A única caixa remanescente repousou sobre a praia, é nesse momento que uma família de lontras que por ali nadavam abriu o caixote e sem querer apertou um botão que possuía a função de iniciar as funções do sistema do robô. Quando esse ser mecânico acorda descobrimos se tratar de um robô fêmea que se chama Roz.

” O cérebro computadorizado foi ligado. Os programas foram iniciados. Então, ainda dentro do caixote, o robô, que era uma robô, automaticamente começou a falar:

– Olá. Eu sou Rozzun, unidade 7134, mas pode me chamar de Roz…”

Roz logo que desperta começa a interagir com toda a natureza a sua volta, incluído os animais, que, assustados, a tratam como monstro e não querem possuir qualquer aproximação com ela. Mesmo não sendo munida de emoções, Roz se sente mal por isso, por ninguém querer ter ela como amiga, e isso faz com que se camufle na natureza e observe os animais. Nisso ela vai aprendendo a linguagem deles para poder tentar uma nova aproximação, coisa que não garante o sucesso.

Em uma noite chuvosa Roz causa um acidente acarretando a morte de dois gansos e quase todos os ovos da ninhada, com exceção de um, o qual Roz adota como filho. E é assim que os animais começam a interagir com ela e ela começar a ajuda-los.

Aprendendo como ser mãe, como fazer amigos e a mudar seu jeito mesmo sendo programada para manter certa postura, Roz vai fazer da ilha o seu lar e de seu filho ganso, porém seu passado não demora para chegar a ilha e bagunçar tudo que ela conquistou.


Minha Opinião

O livro é focado para um público mais jovem, então não é uma história muito complexa, porém mesmo tendo como público alvo o infantil, não quer dizer que o livro não vai ser prazeroso para os adultos.

Com uma narrativa simples, fluída e de fácil compreensão, o autor nos apresenta um robô fêmea que se vê em uma ilha, nós acompanhamos como ela interage com a natureza mesmo não sendo natural. E como o autor construiu isso aqui é muito legal, ele mostra o total domínio sobre como os animais se comportam na natureza e ele revela isso na nota final do livro, sobre seu amor por observar a natureza e o comportamento dos animais.

O desenvolvimento da robô durante a história é algo interessante, ela passa de uma simples máquina programada para uma mãe que ama, que sente saudade e medo pela vida do filho, até a robô estranha tal coisa pois ela sabe que não deveria sentir.

” – Há muitos tipos de mãe – respondeu a robô. – Algumas mães passam a vida cuidando dos filhos. Outras põem ovos e imediatamente os abandonam. Algumas mães cuidam dos filhos de outras mães. Eu tenho tentado agir como sua mãe, mas não, não sou sua mãe biológica.”

A mensagem trabalhada sobre família é linda, Peter Brown consegue mostrar de um jeito simples como pode ser uma família. Em determinada parte do livro, Pico-Vivo, o filhote ganso, questiona sua mãe robô, sobre o porquê de não ter uma família igual aos outros da sua espécie e se ela é realmente mãe dele. Roz consegue passar para ele toda uma segurança de que mesmo sendo adotado ele é filho dela e vice-versa e que família vai muito além do que todos acham normal e que há família de todas as formas.

A leitura é tão divertida que sempre me via assistindo a um filme de animação, ao mesmo tempo que nós rimos, ficamos tristes. Ao terminar o livro tinha achado o fim bem ruim, já havia até bolado a crítica, pois achava que o livro era único, coisa que não é. Depois de saber que havia uma continuação que aparentemente não vai ser lançada por aqui, percebi que o final não é ruim, e sim bom.

Uma falha que encontrei no decorrer do livro é que Roz conhece o universo, cada animal existente, as estrelas e planetas, navios… porém, não conhece o que é um humano, como assim? Ela conhece tudo, só não quem a criou e com quem foi programada para trabalhar, achei isso bem sem sentido e deixa tudo meio vago.

A edição é bem linda, a capa é fosca, não tem aquele brilho e isso me agrada muito, o livro é todo ilustrado pelo próprio autor e isso nos ajuda a interagir mais com as cenas, além de que a narrativa já faça isso por si só. A indicação vai para quem procura uma leitura rápida e leve, ou para presentear uma criança, até mesmo um jovem ou adulto, e quem ama filmes animados tipo Os Sem floresta vai curtir bastante.

ROBÔ SELVAGEM

Autor: Peter Brown

Tradução: Marina Vargas

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2017

Um robô é capaz de sobreviver na natureza selvagem? Peter Brown sempre foi fascinado por robôs e pela natureza, e depois de anos imaginando, escrevendo e desenhando, ele deu vida a Roz, uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha numa ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas foi programada para sobreviver. Depois de suportar uma tempestade intensa e escapar de ursos furiosos, ela se dá conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente, e vai ter que aprender isso com os nada simpáticos animais que habitam a ilha. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um laço inquebrável com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou àquele ambiente selvagem, está prestes a retornar para assombrá-la. Robô selvagem é uma história comovente e cheia de aventuras sobre o que acontece quando a natureza e a tecnologia colidem inesperadamente, como os humanos afetam o mundo ao nosso redor e o que significa estar vivo.

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