Um pouco sobre J. R. R. Tolkien

2nd December 1955: John Ronald Reuel Tolkien (1892 - 1973), British writer and professor at Merton College Oxford, reading in his study. Original Publication: Picture Post - 8464 - Professor J R R Tolkien - unpub. (Photo by Haywood Magee/Picture Post/Getty Images)
2nd December 1955: John Ronald Reuel Tolkien (1892 – 1973), British writer and professor at Merton College Oxford, reading in his study.

Sir John Ronald Reuel Tolkien, também conhecido como J. R. R. Tolkien é um dos maiores escritores de todos os tempos. Natural da África do Sul, ele imigrou para a Inglaterra muito pequeno, após a morte do seu pai, passando a residir no país desde então.  Sir, filósofo, linguista, professor e pai da literatura fantástica, é o autor de uma das obras mais pertinentes da literatura mundial, a trama do anel do poder e da terra média, conhecida como “O senhor dos Anéis”. Livro este dividido em três: A sociedade do Anel, As Duas Torres e o Retorno do Rei. Além destes, a história da terra média pode ser aprofundada com outros livros como o famoso “O Hobbit”, “Silmarillion”, “Contos Inacabados” e “Os Filhos de Húrin”.

A terra média por si só é um universo com o qual eu tenho bastante interesse, principalmente pela maneira como ela foi concebida. Quem já teve acesso aos livros do autor nota o cuidado que o mesmo tem em sua narrativa, com vários adendos minuciosamente explicativos sobre cada raça, seu habitat e seu relacionamento para com a guerra de poder que envolve Sauron, Mordor e põe como refém todas as raças.

Sua expertise em linguística foi essencial para que, através de densas pesquisas nas lendas e culturas nórdicas, criasse um conjunto de línguas para cada raça, que fosse coerente e aplicável de maneira natural. Afinal, Tolkien se preocupava que cada raça se comunicasse com a sua particularidade, e estas particularidades da língua refletissem os hábitos e temperamentos de cada raça.

Obs: esta prerrogativa de língua foi usada por exemplo no filme Avatar, onde linguistas trabalharam para fazer com que a língua dos alienígenas fosse culturalmente viável.

Homem de posicionamento forte, teve problemas com a polícia Nazista que clamava que o autor se posicionasse quanto a sua linhagem possivelmente judaica. Os Nazis receberam uma resposta bem desaforada do autor, que dizia que mesmo que os seus antepassados não fossem judeus, ele gostaria que tivessem sido. Junto de uma negativa de transcrever a obra que versava sobre a Terra Média para o alemão.

Reza a lenda que as experiências na 1ª guerra mundial, do qual o autor participou ativamente como soldado, inspiraram o autor a criar a saga da terra média e como o poder corruptivo do anel produziu uma guerra sem precedentes. Apesar de ser um livro com razoável interesse no público infantil, trata sobre corrução que o poder inflige nos homens, e no caso específico da terra média, em todas as raças. MENOS O TOM BOMBADIL SABE SE LÁ PORQUE.

Tolkien é um dos mestres que definiu a linguagem da fantasia moderna, e seu trabalho além de completo e profundo pode ser entendido como a criação de um universo que influenciou boa parte da cultura do séc. XX, como bandas, músicas, cinema e etc. A citação do The Sunday Times é cabal:

“O mundo está dividido entre aqueles que já leram O Hobbit e O Senhor dos Anéis e aqueles que ainda não leram.”

É colaborador – intruso – do Resenhando Sonhos.
Formado em publicidade e propaganda, especialista e mestrando em artes visuais, aprendiz de feiticeiro, astrólogo, cozinheiro e da casa Grifinória.

  • Maria Fernanda Pinheiro

    Um ótimo escritor, com uma narrativa que conquista o leitor a cada página, merece todo reconhecimento que tem, gostei de vídeo, citou muita coisa que não sabia, como eu não sabia que ele tinha problemas com a polícia Nazista, alem de ótimo autor também é uma excelente pessoa

    • Raphael Vargas

      Oi Maria! Sim, eu também não sabia todas essas coisas. Por isso gosto tanto de biografias, pois elas nos mostram facetas dos autores e personalidades que gostamos que ajudam a compreender suas obras. :)

  • Ana Paula Lelis

    Até hoje dele só li O Hobbit, que é mais infantil né. Eu tenho que ler o senhor dos aneis, tenho volume unico mas minha amiga até hoje não devolveu. Eu gostei do post, só senti falta de falar da amizade dele com o Lewis, que é mto importante e também mto amor <3

    • Gustavo Henrique

      No vídeo ele fala da amizade com o Lewis hahaha Não achei o Hobbit tão infantil assim, apesar que faz tempo que eu li. Senhor dos Anéis tem uma pegada parecida.

      • Raphael Vargas

        Oi Ana e Gustavo! Eu acho que eu falei, mas se errei, peço perdão. Eu acho o Hobbit mais fácil de ler, não que seja infantil. Diria mais acessível. O senhor dos anéis que é um dos meus livros favoritos, é uma obra que inspira até hoje, mas é bem mais denso, na minha opinião.

  • Vitor Dilly

    Olá Rapha!!! Muito bom!
    As duas vergonhas-mor da minha vida de leitor de fantasia: nunca ter lido Harry Potter e nem….Senhor dos Anéis (pasmem!), do nosso grande Tolkien! Mas que barbaridade, não? Estou com vontade de ler somente para conhecer esse tal de Tom Bombadil, de que tanto falam e tiram chacota, hehehe! :)

    • Raphael Vargas

      Oi Vitor! HAHAHAH, mas não é vergonha. Conheço muita gente que não leu tb. Mas te digo, vale muito a pena. E sobre o Tom… ele realmente é uma figura bem excêntrica. Mas tudo que ele tem de excêntrico, tem de poderoso e misterioso. :)

  • Gustavo Henrique

    Sempre fiquei intrigado com a capacidade linguística do Tolkien, os áudios dele recitando poemas élfico são extraordinários.

    • Raphael Vargas

      SIM! É demais! Pudera né, o cara é um monstro na linguística, dentre outras áreas.

  • Nunca li nada do autor e apesar de O Senhor dos Anéis e O Hobbit parecerem ser interessantes eu não pretendo ler tão cedo… mesmo as vezes isso fazendo eu me sentir uma estranha já que nunca li na do Tolkin ou da J. .K. Rowling :S

    • Raphael Vargas

      Oi Rubyane. Eu penso que a leitura deve vir naturalmente… Quando for a hora, a leitura dessas obras e autores será muito positiva. Por exemplo, eu tentei ler Machado quando era criança, mas não gostei. Depois, mais velho o li, e se tornou uma das minhas leituras preferidas. :)