Publicado em 2017 no Brasil pela Record, este romance de Umberto Eco é uma de suas principais obras.

Sobre o Livro

Se passando em 1327 na Itália medieval, Umberto Eco narra um suspense investigativo protagonizado pelo frei Guilherme que ao chegar em um mosteiro franciscano se depara com algo enigmático: 7 monges morrem em 7 dias.

Por tanto as investigações se iniciam ao passo em que os 7 dias passam. Mas a dúvida que fica entre os monges é: quem e por quê?

“Por isso, continuou o Abade, acho que todo o caso que diga respeito a falha de um pastor não pode ser confiado senão a homens como vós, que não só sabem distinguir o bem do mal, mas também o que é oportuno daquilo que não o é.”

As investigações se desenvolvem através de enigmas, pistas, manuscritos, códigos e a luta para encontrar o assassino e tentar entender o por quê de tudo aquilo.

Minha Opinião

Você provavelmente irá encontrar poucas obras de suspense em estilo policial como Sherlock Holmes ou Agatha Christie em um formato medieval. Umberto nos traz isso de forma única mesclando o contexto histórico muito bem definido e descrito com os elementos de um bom suspense.

“Era uma bela manhã de fins de novembro. À noite nevara pouco, e o chão estava coberto de um pelame fresco que não tinha mais que três dedos. No escuro, logo depois das laudes, tínhamos assistido à missa num vilarejo do vale. Depois seguimos viagem rumo às montanhas, no despontar do sol.”

Apesar de eu ter gostado da história e também da adaptação cinematográfica, eu acho que o livro é muito denso. Na verdade, confesso que foi uma das leituras mais pesadas que já fiz no sentido de que a narrativa é muito descritiva, detalhada e cheia de uma linguagem robusta. Para um bom suspense nunca é uma boa pedida já que queremos devorar as histórias para poder sanar nossa curiosidade sobre seu desfecho. Porém com este livro há que tomar cautela.

Mas apesar de ser robusto, possui um desfecho surpreendente e inteligente, podendo satisfazer qualquer um sem te deixar decepcionado. Isso por que a história é narrada de forma rica em conteúdo.

“Experimentei traçar o desenho que meu mestre sugeria e dei um grito de triunfo. ‘Mas então estamos sabendo tudo! Deixe-me contar… A biblioteca tem cinquenta e seis salas, das quais quatro heptagonais e cinquenta e duas mais ou menos quadradas, e, quatro são sem janelas, enquanto vinte e oito dão para fora e dezesseis para dentro’.”

Para os amantes de história este livro é perfeito. Sem contar que você aprende com ele através dos detalhes vividos neste mosteiro em um contexto histórico muito interessante. É bem descritivo, mas o tamanho vale a pena para poder conhecer o potencial de Umberto. E se você que curte uma história medieval, mas também não deixa de se aventurar nos livros de suspense, essa pode talvez ser uma boa combinação para você.

O NOME DA ROSA

Autor: Umberto Eco

Tradução: Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade.

Editora: Record

Ano de publicação: 2017

Edição com tradução revista, novo projeto gráfico e prefácio do escritor inglês David Lodge O relançamento do famoso suspense policial de Eco, com um roteiro no estilo das histórias de Cona Doyle, e que alcançou sucesso mundial em desde sua primeira publicação, em 1980. O livro também originou o filme homônimo, estrelado por Sean Connery, em 1986. Neste livro, durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai por seu humor, crueldade e sedução erótica. Não apenas uma narrativa sobre investigação de crimes, O nome da rosa também é uma extraordinária crônica sobre a Idade Média.

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