O Homem Invisível é um clássico do autor inglês H. G. Wells. Originalmente publicado em 1897, esta edição foi publicada em 2017 pela editora Zahar.

SOBRE O LIVRO

Clássico da Ficção Científica, o livro segue a história de um misterioso forasteiro que se hospeda na pequena cidade de Iping durante a baixa temporada. Ele está sempre coberto, da cabeça aos pés, com ataduras, casaco e chapéu. Rapidamente toda a cidade começa a falar do desconhecido, tentando descobrir que segredos ele guarda.

“Sou apenas um homem comum, uma pessoa que você conheceu, que se tornou invisível”.

Porém, quando sua condição de homem invisível vem à tona, ao mesmo tempo em que crimes começam a ocorrer pela cidade, o que poderia ter sido uma convivência harmônica vai por água abaixo. Curiosidade se mistura ao medo e as consequências dos conflitos que surgem entre os habitantes e nosso protagonista podem ser incontornáveis…


MINHA OPINIÃO

Com um tom predominantemente humorístico, Wells surpreende o leitor que espera desse clássico um tom mais sério. Existe um momento em que o homem invisível, que ao longo da narrativa vamos descobrir se chamar Griffin, de fato explica tudo o que aconteceu a ele, inclusive os detalhes científicos que levaram à sua transformação. Ainda assim, há certa leveza e humor na forma como a história se desenvolve.

A sequência de eventos que se segue à descoberta de sua invisibilidade também ter um forte pé no suspense e na ação, de modo que acabamos nos vendo diante de um clássico que entretém o leitor, da primeira à última página. Nos faz pensar também, claro, especialmente no final, mas principalmente nos diverte e nos engaja na leitura.

“julguei ter impunidade para fazer tudo o que bem entendesse, tudo menos revelar meu segredo”.

A estrutura que sustenta essa história é muito bem planejada, pois primeiro nos apresenta o homem invisível, hoje, tentando de alguma forma reverter seu estado, para somente depois nos contar a sua história, quando já sabemos onde ela vai terminar. Assim, ao final da história, vimos os dois lados de Griffin: a nossa primeira impressão, conforme ele revelava aos poucos quem era, e o modo pelo qual ele foi se tornando quem ele é no presente.

A única ressalva que faço é que, como Griffin é um personagem forte que não se permite cair no lugar da vítima e questiona fortemente os nossos princípios morais, teria sido mais interessante ver sua evolução mais desenvolvida, passo a passo, em vez de apresentada tão rapidamente.

“Um homem invisível é um homem poderoso”.

A Zahar, como sempre, mandou bem nessa edição que, além de linda, possui mais de 90 notas e é super agradável de ler. Foi uma leitura deliciosa que eu recomendo muito, especialmente para quem tem curiosidade sobre os clássicos de Ficção Científica, mas tem receio de encarar um romance mais pesado logo de cara.

O HOMEM INVISÍVEL

Autor: H. G. Wells

Tradução: Alexandre Barbosa de Souza e Rodrigo Lacerda

Editora: Zahar

Ano de publicação: 2017

Uma mistura fascinante de humor e ficção científica, gênero que Wells ajudou a estabelecer e no qual se consagrou Os habitantes da pacata Iping têm toda razão de não conseguirem falar sobre outra coisa. O desconhecido que se hospedou na pensão local está sempre coberto da cabeça aos pés, com o rosto inteiramente envolto em bandagens. Além disso, chegou trazendo um verdadeiro laboratório portátil e um rastro de mistério, que aumenta ainda mais quando crimes começam a acontecer e quando se descobre que o homem é… invisível! Sucesso desde a publicação, em 1897, O Homem Invisível mistura humor e ficção científica, além de ser também um belo livro sobre solidão, incompreensão e os laços entre o indivíduo e a humanidade. Essa edição, com o selo de qualidade Clássicos Zahar, traz o texto integral, mais de 90 notas, cronologia de vida e obra de Wells e uma instigante apresentação. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

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